10/07/2024 às 09:57

Saga de uma Noite no Hospital

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2min de leitura

Depois do susto de ontem, de não conseguir respirar e ter o ar preso na garganta, lá fui eu para o hospital com o peito a subir e a descer num descontrole total. Cheguei, fiz a inscrição e a menina disse-me logo:

— Sabe que não temos tempo de atendimento, não sabe?

Olhei-a meio atordoada pela falta de ar e perguntei:

— Como assim?

Naquele momento, o desespero misturou-se com a impotência. Sentir o corpo falhar e, ao mesmo tempo, não encontrar a ajuda imediata que precisava, é assustador. A espera parecia uma eternidade e, a cada segundo, o ar parecia mais escasso. O coração acelerado, a mente em irritação, e a sensação de vulnerabilidade a crescer. Lá chegou a minha vez da triagem...

Entrei, respondi às perguntas da enfermeira, e sem que nada o fizesse prever tive um ataque de espirros à frente dela que me fez ter uma crise de falta de ar que me deixou desgastada, com calma e serenidade a enfermeira rapidamente prestou os cuidados básicos e como pôde ver o estado em que fico quando tenho estes ataques, lá me deu a pulseira amarela e pediu-me para me dirigir à sala do oxigénio, pois tinha pouco oxigénio no sangue e arfava que nem uma doida.

Respirei fundo, ou pelo menos tentei, e sentei-me á espera que o tempo passasse e a ajuda chegasse. Nesses momentos de fragilidade, percebemos quando algo tão básico como respirar se torna uma luta.

Passaram quase 4 horas e mais uma vez um segundo ataque aflitivo de espirros e tosse, voltou a falta de ar e, aflita, desta vez não me consegui acalmar a chiadeira no meu peito era aflitiva e a moça da receção chamou a enfermeira que lá me levou a um dos consultórios onde uma médica me consultou de forma bem atenciosa e querida. Depois de rever as minhas análises (porque as tinha feito na semana anterior ali mesmo no hospital), disse que nas análises não via nada de estranho, mas que realmente eu tinha a garganta endurecida e dorida ao toque. O melhor seria fazer uma TAC à garganta por precaução, também me enviou para as consultas de pneumologia pk os meus pulmões parecem cansados e podia ser devido a ter tido COVID há pouco tempo.

Depois de quatro horas e meia no hospital (pensei que ia demorar muito mais), terminou esta minha saga noturna. Foi um alívio finalmente respirar com um pouco mais de facilidade, mas ainda estou a processar tudo o que aconteceu, mas uma coisa é certa: a vida é frágil, precisamos cuidar de nós, e buscar ajuda médica sem hesitar quando necessário.

Hoje sinto cansaço mas pelo menos respiro que é uma maravilha. :)

Ana Luar Vaz*

10 Jul 2024

Saga de uma Noite no Hospital

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